Jump to: Menu | Corpo | Pe

Imaxe de Sátiro

Dispoñibilidade: 10-15 días

Ano: 2006
Formato: CD

Sátiro

Gaiteiros de Lisboa

11,95€

Da pura tradição das danças mirandesas (Pracá-dos-Montes) ao som quase sinfónico de uma soberba harmonização de Fernando Lopes Graça, agora recriada em instrumentos de sopro (Ai de mim tanta laranja).

De um poema quase infantil da sempre companheira Amélia Muge (Fim da Picada), à serena gravidade de um soneto de Florbela Espanca servindo de inspiração ao primeiro fado dos Gaiteiros de Lisboa.

De um Alentejo e sua bela tradição polifónica entrecuzada com o lamento das sanfonas (Se fores ao mar pescar), ao mesmo Alentejo servindo de contraste a fortes motivos percussivos de inspiração oriental (Haja pão).

Do arranjo delicado e encantatório do tema Movimento Perpétuo de Carlos Paredes (mais uma homenagem), à rudeza telúrica dos sopros, arfando em pano de fundo de uma complexa melodia (Capa Chilrada).

Do assumir de uma tendência já vinda de "Macaréu" para explorar o formato canção, servido desta vez por um potente arranjo quase barroco, a espreitar as múltiplas influências do grupo (Nem fraco nem forte), à fruição dos múltiplos harmónicos sugeridos por renovados instrumentos de palheta (Descantiga D'Andor e Alma Alba).

E finalmente, do humor de festa popular e de dança animada, onde os Gaiteiros apresentam às cordas açorianas os seus celebrados sopros (Chamarrita do Pico), ao humor sarcástico e desafiador de uma teatral encenação de um tema eclesiástico - sempre tão caro ao grupo (As freiras de Santa Clara).